06/05/2019

40% das mulheres que buscam graduação no exterior querem cursos de exatas

Jovem paulistana vai para Stanford estudar Ciência da Computação com apoio da Crimson Education e pretende mudar o Brasil

Mulheres que buscam graduação no exterior querem cursos de exatas

Ada Lovelace, Rosalind Franklin, Gladys West e Solange Gueiros, o que elas têm em comum? São algumas das figuras femininas que se destacam na área de ciência e tecnologia, tão marcada pela participação de homens. Porém, há cada vez mais mulheres interessadas em cursos de exatas. Cerca de 40% das alunas preparadas pela consultoria educacional Crimson Education no Brasil (www.crimsoneducation.org) que buscam graduação no exterior almejam esse mercado.

Uma delas é a paulistana Lara Franciulli, de 18 anos, que se prepara para embarcar rumo à Stanford, onde cursará Ciência da Computação. “Quando retornar ao Brasil, vou trazer o conhecimento adquirido para fazer a diferença na construção de um futuro melhor para o meu país e incentivar o empoderamento feminino”, diz a jovem.

Premiada em diversas olimpíadas científicas, Lara tinha ressalvas quanto a construir a carreira na área de exatas, por imaginar que não existiria nenhum impacto social. Foi quando participou do Mind the Gap 2017, evento do Google que incentiva meninas a ingressarem em cursos relacionados à tecnologia, e lá percebeu que poderia unir as duas pontas. “Na ocasião, conheci um professor de doutorado que fez um aplicativo para conectar doadores de sangue com quem precisa e salvou muitas vidas. Vi, então, que eu conseguiria usar meus conhecimentos para ajudar outras pessoas”, conta a jovem. Além disso, estar rodeada de garotas com os mesmos interesses foi mais uma motivação para que decidisse o próximo passo.

Após passar pela consultoria da Crimson Education, a estudante conquistou a admissão em Stanford, berço de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, como Google e Tesla. As aulas iniciam em setembro e ela já tem planos após concluir a universidade. “A minha experiência em ONGs me motiva muito a trabalhar para melhorar a educação, contribuindo para diminuir a desigualdade no país. Quero adquirir experiência como programadora, para depois abrir uma startup e ajudar na aplicação de tecnologia no ensino”. Determinada, ela ainda pretende cursar Ciências Políticas e ingressar na política.

Quebrando barreiras

Os cursos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) têm atraído uma expressiva parcela de universitárias para o exterior. O número de alunas nas universidades dos EUA matriculadas em graduação e pós-graduação na área aumentou mais de 68% no período de 2010 a 2015, segundo o Programa de Visitantes para Estudantes e Intercambistas do governo norte-americano.

E, de acordo com o último estudo divulgado pela Best Colleges – que elabora rankings de programas estudantis nos EUA –, em 2016, a Universidade da Califórnia (UC), em San Diego, foi uma das mais procuradas pelas mulheres, com 32,7% de alunas, seguida da Universidade Estadual da Carolina do Norte, em Raleigh, com 31,5%. “Autenticidade e envolvimento são importantes. Estude bastante e dê o seu melhor em coisas que representem quem você é de verdade”, incentiva Lara.

Sobre a Crimson Education

Fundada em 2013, a consultoria educacional e internacional oferece suporte especializado na preparação de alunos para que sejam aceitos nas melhores universidades dos EUA e Reino Unido. Presente em 20 países, contabiliza mais de 460 aprovações nas 50 melhores universidades dos EUA. No último ano, 99% dos alunos foram aceitos em uma ou mais das suas primeiras opções de universidade. www.crimsoneducation.org.

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