20/01/2015

Casamento gay: 4 desafios para organizar a cerimônia

Sweet Mali fala sobre os cuidados a tomar no grande dia dos casais LGBT

Com a resolução 175 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aprovada em 2013, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já pode ser realizado em qualquer cartório do Brasil. O que antes eram uniões intimistas e até escondidas passaram, então, a ser comemoradas em grande estilo, com a realização de cerimônias maiores. No entanto, o desafio para organizar o evento aumenta nesses casos, por se tratar de algo novo.

 

Sweet Mali

 

A Sweet Mali (www.facebook.com/sweetmalieventos), assessoria especializada em eventos LGBT, nasceu em meio às dificuldades de suas sócias, Mariana Moura e Danielle Rampazzo, em organizar o próprio casamento. As meninas notaram a falta de receptividade do mercado ao preparar esse tipo de cerimônia e apontam cinco desafios enfrentados pelos casais homossexuais que querem unir as escovas de dentes como manda o figurino:

 

1. Lista de convidados incerta

Em uniões heterossexuais, a presença de ambas as famílias dos cônjuges é certa. Mas quando se trata do casamento entre pessoas do mesmo sexo, muitas pessoas, inclusive pais e irmãos, podem deixar de comparecer à cerimônia por não aceitarem bem a situação. “Se o casal deseja a presença, deve convidar. Mas é preciso estar preparado para o declino do convite e uma posterior aparição surpresa na festa – ou não”, esclarece João Paulo Pitta, também sócio da Sweet Mali.

 

2. Orientação do staff

É muito importante que o organizador dê orientações específicas ao staff e esteja presente no dia da festa. “Nós temos que acompanhar principalmente se a equipe está se comportando de forma respeitosa”, esclarece JP Pitta.

 

3. Fornecedores gay-friendly

É preciso buscar fornecedores que tenham afinidade e sejam simpatizantes à comunidade LGBT e estejam abertos a trabalhar com este tipo de público. Em um casamento entre duas mulheres, por exemplo, é possível que uma delas ou as duas queiram usar ternos ao invés de vestidos. Assim, o alfaiate escolhido precisa saber confeccionar as peças tal qual as noivas desejem.

 

4. Preparação dos votos    

Nos casamentos homossexuais geralmente não há discurso religioso e os noivos ou noivas falam sobre seus sentimentos e promessas. É a parte mais intimista e especial da cerimônia. “Esse é o meu momento favorito. É a parte mais aguardada pelos noivos, às vezes por toda a vida. Por isso, tudo deve estar a postos: luzes, trilha sonora, fotógrafos e discurso preparado com antecedência”, conta o sócio.

 

E quanto aos convidados, como eles devem se portar em uma cerimônia LGBT? “Como em qualquer casamento, ou seja, se divertindo e comemorando a união junto com os noivos”, brinca JP Pitta, rindo. “No fundo, é tudo a mesma coisa. Os cuidados “especiais” ficam por conta dos organizadores e, para os demais, é festa!”, completa.

 

Sobre a Sweet Mali:

Assessoria especializada em organização de eventos LGBT. A startup, fundada pelos amigos João Paulo Pitta, Mariana Moura e Danielle Rampazzo, em outubro de 2014, é pioneira no atendimento à comunidade LGBT em São Paulo e realiza desde aniversários até casamentos e batizados. www.facebook.com/sweetmalieventos.Tel: (11) 2307-1733.

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